26 de junho de 2007

Memorial de um Suicida


Muitas sao as incertezas do meu ser
Muitas sao as incertezas do meu morrer
A vida ja nao faz sentido
Ja n o sinto eloquencia no que digo
Espero e desespero
Ja nao sei o que quero
Vivo uma vida amargurada
Vivo uma vida desesperada
Nao sei o que heide fazer
Nao sei de heide morrer
A morte parece-me uma solucaçao
Mas sera bom morrer na solidao?!
A morte é algo sem retrocesso
é o fim de todo um processo
é o fim das magoas,
é o fim da esperança
é reduzir tudo o que fomos a uma lembranca
é acabar o que nunca comecou
Acabar com a felicidade que nunca despertou
é por fim da sobrevivencia
Acabar com a eloquencia
é acabar com uma vida de tristezas
Desistir quando nao se tem certezas
Sentir a desnecessidade de existencia
Sentir a futilidade de toda a nossa vivencia
Nao sei se heide desistir de viver
Nao sei se heide desistir de sofrer
Tenho a vida em suspenso
Tenho a vida presa por um sentimento ...

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